21.9.15

Gostar de ler antes de aprender a ler

Livro ganho num passatempo esta semana, igual a um que adorava em miúda mas que tinha um nome diferente «Anita». Eu a ler para o Afonso. Pormenor de livro com instrumentos musicais e CD's para ouvir. Este inicio de Verão na Bertrand quando descobriu o meu nome num livro e com um sorriso amarelo para a fotografia.

A professora pediu que lhe lêssemos histórias, se possível todos os dias. Não era preciso pedir. Sempre li para o Afonso e há já uns 4 anos que leio religiosamente todas as noites com e para ele. Por mais cansada que eu esteja, por mais que as linhas me fujam, há sempre espaço para uma história lida com carinho e vozes engraçadas. Lá em casa todos lêem histórias, todos têm livros e prateleiras nos quartos. Lá em casa também há mais livros que prateleiras, por isso há sempre uns quantos espalhados pelas mesas-de-cabeceira e pela sala. A professora disse que era importante estimulá-los com histórias, ler vários livros e eu apercebi-me que nunca li uma história repetida ao Afonso. Todas as noites lemos uma história nova, e eu já lhe li desde que nasceu largas dezenas de livros. É por isso que peço sempre à família livros com muitas histórias dentro. Um livro é sempre um bom presente. Estamos quase a acabar a Ilha dos Pirilampos, já vamos em Novembro e eu adorei este livro. Já lhe li outros menos engraçados, alguns que eu adorei e que ele nem achou mesmo graça nenhuma, como o «Dentes de Rato» da Agustina, quem sabe um dia. Não me esqueço que aprendeu o alfabeto com um livro sobre planetas do alfabeto, e que com dois anos sabia o nome de quase todos os dinossauros por causa de um livro.

 
Não sei se o Afonso vai adorar ler como a mãe quando crescer, espero que sim. Acho que sim. Sei apenas que é um menino cheio de imaginação e curioso, que adora ouvir contar e inventar histórias e palavras. Sei que a professora sempre elogiou o seu vocabulário, e que antes de deixar a sala dos quatro disse que explicou à Dina o que era rubicundo. Nas fichas de avaliação sempre valorizaram a sua capacidade de comunicar e de se expressar e eu tenho em crer de é daqui que vem.

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